quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O velho e o moço

Composição: Rodrigo Amarante


Deixo tudo assim
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém
Eu gosto é do gasto.


Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer, que eu preciso sim
De todo o cuidado

E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz,

Quem então agora eu seria?


Ahh, tanto faz
Que o que não foi não é
Eu sei que ainda vou voltar...


Mas eu quem será?


Deixo tudo assim,
Não me acanho em ver
Vaidade em mim


Eu digo o que condiz.

Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo
E eles têm razão


Quando vêm dizer
Que eu não sei medir
Nem tempo e nem medo

E se eu for
O primeiro a prever
E poder desistir
Do que for dar errado?

Ahhh


Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!


Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição


Vou levando assim
Que o acaso é amigo
Do meu coração
Quando fala comigo,
Quando eu sei ouvir...

Hoje acordei olhando o tempo vendo as coisas empoeiradas em meu quarto, e fui tomado por uma nostalgia desmedida, acho que seja porque estou ficando velho e por isso mais sensível... Lembrei-me hoje quando quis o quarto p'ra mim, ter minha liberdade.
Meus valores não mudaram apenas são sustentados por convicção.
Escrevo frases, palavras e parágrafos soltos tentando resgatar em mim a chama de outrora. 
Triste por hoje ... mas esperançoso com o que há de vir. 

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